segunda-feira, 6 de maio de 2013

Técnico substituto do Grêmio, Roger revela ambição: "Em algum momento, quero ser o treinador principal"

 

Entrevista:
Roger Machado, treinador interino do Grêmio

 
"Em algum momento, quero ser o treinador principal"
 
Zero Hora — Como foi a sensação de comandar o Grêmio na Arena?
Roger Machado —
Quando cheguei em casa, depois do jogo, fiquei falando sobre isso com minha mulher. Foi uma sensação indescritível. É uma casa nova, que ainda estamos decorando, personificando, é uma atmosfera diferente.

ZH — Como sentiu a reação do torcedor?
Roger Machado —
Ele fica muito junto, você o escuta perto do ouvido. Foi um jogo de grande envolvimento emocional, de um peso muito grande na minha carreira.

ZH — Foi mesmo Luiz Felipe Scolari quem fez despertar o desejo de ser treinador?
Roger Machado —
Felipão era muito aberto, dava voz a seus agentes dentro de campo. Conversava o tempo todo com ele sobre isso. Além disso, sempre me interessei muito por questões táticas, por ser um jogador de defesa e ver o campo de outro ângulo, com outra perspectiva.

ZH — Tite também foi importante em sua formação como treinador?
Roger Machado —
Em 2000, ele viu minha sensibilidade para a parte tática. Me presenteou com um disquete de tática 3-D, para usar no computador. Na concentração, passei a brincar de organizar jogadas, simular situações de partida.

ZH — Qual deles foi o mais importante?
Roger Machado —
 Todos contribuíram com alguma informação para o meu pacotinho de lembranças.

ZH — Como está sendo a experiência como auxiliar de Vanderlei Luxemburgo?
Roger Machado —
É um treinador de primeira linha, tanto no nível brasileiro como no mundial. Com ele, faço minha pós-graduação, meu mestrado.

ZH — Quando pretende deixar de ser auxiliar para virar treinador?
Roger Machado —
 Não determinei a data. Até porque quero ser um eterno aprendiz. Mas é claro que, em algum momento, quero ser o treinador principal. Me direcionei para isso, para a beira do campo. Não me imagino em outro lugar a não ser comandando.

ZH — De preferência, no Grêmio?
Roger Machado —
 Esse é o sonho. Mas ainda tenho um longo caminho a percorrer. 
 
ZH — Algum jogador do Grêmio de hoje dá sinais de que pode virar treinador, repetindo seu exemplo?
Roger Machado —
São todos jogadores de altíssimo nível, boa parte deles com quase toda a carreira feita na Europa, como Dida, Zé Roberto, Elano. Hoje, é muito mais fácil para que um treinado tenha suas ideias entendidas dentro de campo.

ZH — O que você está lendo? São livros sobre futebol?
Roger Machado —
Livro sobre inteligência emocional. É importante para saber que decisão tomar em determinados momentos do jogo.

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